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sábado, 26 de março de 2016
O Cordeiro Imolado Libertou-nos da Morte para a Vida
Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo
Muitas coisas foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém (Gl 1,5). Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.
domingo, 20 de março de 2016
Eis agora a Páscoa, nossa Festa!
“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
Está próxima a festa da Páscoa; não a dos judeus, mas a de Cristo, motivo e garantia da nossa. Toda a Igreja está se preparando para a Celebração, para a grande Festa, a maior dos cristãos: Cristo, nosso Cordeiro pascal, imolado por nós, para nossa salvação. Ele fez Sua Páscoa quando, na força do Espírito Santo, passou deste mundo para o Pai, desta vida mortal, para a plenitude da Glória imperecível: está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso!
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Homilia III Domingo da Quaresma
Ex 3,1-18a.13-15
Sl 102
1Cor 10,1-6.10-12
O tempo da Quaresma recorda muitas vezes o tempo da travessia do deserto por parte de Israel: tempo de peregrinação, de provação e de purificação. O livro do Deuteronômio recorda isto com palavras muito fortes: “Lembra-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, a fim de humilhar-te, tentar-te e conhecer o que tinhas no coração. Portanto, reconhece hoje no teu coração que o Senhor teu Deus te educava, como um homem educa seu filho” (Dt 8,2.5). No deserto, portanto, Deus usou as provas pelas quais Israel passou, para revelar ao seu povo aquilo que estava escondido no seu próprio coração, isto é, seu pecado, sua fraqueza, sua infidelidade. Mas, também no deserto, Deus cercou seu povo de carinho e proteção, alimentou-o com o maná e saciou-o com a água do rochedo, guiou-o pela nuvem luminosa de noite e protetora contra o sol de dia… Tempo de noivado e de amor entre Deus e o seu povo, foi o tempo do deserto! Por isso, pensar nessa travessia pelo deserto serve tanto para a nossa preparação para a Páscoa.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Homilia II Domingo da Quaresma
Gn 15,5-12.17-18
Sl 26
Fl 3,17 – 4,1
Lc 9,28b-26
Antes de tudo, duas observações: (1) A Palavra de Deus, neste Domingo, apresenta-nos um contraste muito forte entre escuridão e luz: escuridão da noite do Pai Abraão e luz do Cristo transfigurado; (2) chama atenção, num tempo tão austero como a Quaresma um evangelho tão esfuziante como o da Transfiguração. Não cairia melhor na Páscoa, este texto? Por que a Igreja o coloca aqui, no início do tempo quaresmal?
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Homilia I Domingo da Quaresma
Dt 26,4-10
Sl 90
Rm 10,8-13
Lc 4,1-13
Neste início de Quaresma, a liturgia faz-nos pensar na Páscoa. Isto porque o tempo quaresmal não é um fim em si mesmo, mas é caminho de luta e combate espiritual para bem celebrarmos, com o coração dilatado, a Páscoa do Senhor, maior de todas as festas cristãs.
Na primeira leitura, o Deuteronômio apresenta-nos o rito de oferta das primícias da colheita: ao apresentar ao Senhor Deus o fruto da terra, o israelita piedoso confessava que pertencia a um povo de estrangeiros e peregrinos, vindos do Pai Jacó, que não passava de um arameu errante. O israelita fiel recordava diante de Deus a história de Israel, história de escravidão e de libertação: “Meu pai era um arameu errante, que desceu ao Egito… Ali se tornou um povo grande, forte e numeroso. Os egípcios nos oprimiram. Clamamos ao Senhor… e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa opressão… E o Senhor nos tirou do Egito… E conduziu-nos a este lugar e nos deu esta terra…
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Breves Anotações sobre a Quaresma
Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual, jejum e escuta da Palavra de Deus, tudo isto preparando os cristãos para celebrarem santamente a Páscoa do Senhor.
A característica fundamental e indispensável da Quaresma é a renúncia de alimentos e o jejum!
O número de quarenta dias é importantíssimo, pois tem toda uma significação bíblica: da preparação para o encontro com Deus:
domingo, 13 de dezembro de 2015
A Aventura de Crer
Pensam alguns que a fé verdadeira nunca é assaltada pela dúvida, por períodos de profunda escuridão, de secura dos sentimentos e noite profunda do entendimento, que nos impede de sentir, de compreender, de articular nossa afirmação mais fundamental da existência: "Eu creio!"
Todo crente é peregrino diante Daquele que, antes de ser Palavra, é Silêncio.
Deus é Mistério infinito,
Deus é Noite escura que nos deixa cegos com Sua luminosidade,
Deus é o Santo, o Separado, o Diverso de tudo o mais,
Radicalmente incomparável!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Nós Cremos na Vida Eterna!
Hoje a Igreja celebra o
dia de finados, isto é, dia dedicado a oração e sufrágio daqueles que nos
precederam na fé.
Para compreendermos o
mistério que hoje celebramos é de capital importância compreender as três
dimensões da Igreja de Cristo. A Igreja não é somente um templo de pedra
situado em um espaço, do qual alguns fiéis se reúnem dominicalmente. Ela supera
muito, além disso, o corpo Místico de Cristo ultrapassa os limites do espaço e
do tempo, isto é, a Igreja é compreendida em três dimensões: Peregrina,
Padecente e Triunfante.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Todos os Santos: Na Eternidade, Nossos Irmãos nos esperam!
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